BIC escolhe Ronaldinho e reposiciona sua linha de barbear.
A entrada de Ronaldinho Gaúcho como embaixador da Flex 3 mostra como a marca busca atualizar percepção e conectar performance com identidade cultural.
Disputa por relevância na categoria.
A BIC construiu sua força global em categorias de alto volume como papelaria, isqueiros e lâminas descartáveis, sempre associada a acessibilidade e praticidade. No segmento de barbear, porém, a disputa envolve também percepção de performance, tecnologia e estilo, territórios historicamente dominados por marcas mais premium.
A linha Flex 3 entra justamente nesse espaço intermediário, buscando entregar eficiência com maior valor percebido, e exigindo uma comunicação mais forte para sustentar esse posicionamento.
Ronaldinho como escolha estratégica.
Ronaldinho Gaúcho carrega um dos repertórios de imagem mais reconhecidos do esporte. Mesmo após o auge da carreira, ele mantém presença cultural forte, associada a estilo, autenticidade e carisma.
Para a BIC, a escolha vai além de alcance. Ronaldinho representa leveza, confiança e identificação popular, atributos que ajudam a aproximar um produto funcional de um território mais aspiracional. Ele não comunica apenas performance, mas atitude.
Produto simples, comunicação sofisticada.
A campanha da linha Flex 3 utiliza Ronaldinho para dar protagonismo a um produto que, por natureza, tem pouca diferenciação visível. Isso exige uma construção narrativa mais elaborada.
Em vez de focar apenas em atributos técnicos, como lâminas ou flexibilidade, a marca aposta em contexto, imagem e associação. O embaixador funciona como atalho de percepção, elevando o produto dentro da categoria sem alterar sua essência.
Bic e sua categoria.
A movimentação da BIC mostra como até produtos considerados básicos estão sendo reposicionados através de branding. Em um mercado onde a funcionalidade já é esperada, o diferencial passa a ser percepção.
Ao trazer Ronaldinho, a marca tenta encurtar essa distância, conectando um item cotidiano a um universo mais aspiracional. Isso reforça um movimento maior: mesmo nas categorias mais simples, construção de marca se tornou decisiva para competir.






