Burger King transforma sua chama em símbolo de longevidade.
Nova campanha “Chama Acesa” celebra os 70 anos da marca reforçando seu principal ativo histórico: o hambúrguer grelhado no fogo, e a comunicação provocativa que acompanha há décadas.
70 anos de marca.
Fundado em 1954 nos Estados Unidos, o Burger King nasceu com uma proposta clara de diferenciação: grelhar hambúrgueres no fogo, e não em chapas convencionais.
A técnica do flame-grilling se tornou o principal código da marca ao longo das décadas, especialmente na disputa direta com o McDonald’s, que opera com modelo diferente de preparo. Essa distinção virou argumento central de posicionamento global.
A chama aparece em embalagens, comunicação institucional, campanhas e até no discurso corporativo da rede. Em um setor altamente padronizado, transformar método de preparo em ativo simbólico foi uma decisão estratégica que sustentou reconhecimento e percepção de qualidade ao longo de 70 anos.
Disrupção como método.
O Burger King construiu reputação mundial como uma das marcas mais provocativas do setor de fast food. Nos últimos anos, a rede acumulou campanhas que desafiam convenções da categoria, como a exibição de um Whopper com mofo para defender a retirada de conservantes artificiais, ações que incentivavam consumidores a comprar do concorrente durante a pandemia para apoiar pequenos restaurantes, e campanhas comparativas explícitas contra rivais históricos.
Esse histórico consolidou o BK como marca que domina timing cultural e entende que publicidade precisa gerar conversa. O reconhecimento recente no ranking WARC Creative 100 como marca mais criativa do mundo reforça que essa abordagem não é pontual, mas parte estruturante da estratégia global.
“Chama Acesa” e metáfora emocional.
Na campanha desenvolvida pelas agências Room 23, Trans Company e David, o BK escolhe um caminho menos confrontacional, mas igualmente estratégico. Casais idosos aparecem relatando que o segredo para décadas de relacionamento é manter a chama acesa.
A metáfora é simples, direta e alinhada ao ativo histórico da marca. Ao usar histórias humanas para ilustrar o conceito, o BK amplia o significado da chama para além do produto. O Brasil foi escolhido como primeiro mercado da campanha, o que sinaliza a relevância do país na operação global da rede e a confiança no engajamento do público brasileiro com campanhas de narrativa emocional.
Branding x venda direta.
A campanha não opera apenas no campo simbólico. Ela é acompanhada por uma oferta promocional de dois Whoppers por R$25, conectando celebração institucional com estímulo imediato de consumo. Esse equilíbrio entre storytelling e performance é característico da maturidade estratégica da marca.
Ao celebrar seus 70 anos, o Burger King aposta em nostalgia e reforça seu principal diferencial competitivo, o converte em discurso contemporâneo. A chama não é apenas lembrança do passado. É argumento de presente e ferramenta de venda.






