Canva traz Agostinho Carrara de volta para transformar IA em cultura popular.
No lançamento do Canva IA 2.0 no Brasil, a marca resgata Agostinho Carrara para aproximar a inteligência artificial da criação prática e acessível.
Retorno como estratégia de atenção.
O Canva lançou no Brasil a campanha “Carrara Modas: Se você pode imaginar, o Canva pode criar”, trazendo de volta Agostinho Carrara, personagem de A Grande Família interpretado por Pedro Cardoso. A escolha tem peso cultural porque, segundo o B9, é a primeira vez que o uso comercial do personagem é autorizado em uma campanha publicitária.
O filme principal, com cerca de quatro minutos, estreou em 5 de maio nos canais digitais do Canva e da Globo, além de ganhar inserções na TV aberta, incluindo intervalo da novela das 19h e faixa entre novela e telejornal noturno. A produção é da Asteroide, com criação interna do Canva.
Personagem para explicar o produto.
A campanha funciona porque Agostinho não aparece apenas como um rosto nostálgico. Ele vira demonstração viva do próprio produto. No filme, o personagem ressurge como um empreendedor multifacetado, dono da fictícia Carrara Modas, usando o Canva IA 2.0 para transformar ideias em ativos de marca.
A narrativa mostra a criação de logotipo, catálogo impresso, cartões de visita, carimbo, site, perfil em rede social e peças publicitárias, tudo com apoio da ferramenta.
O ponto estratégico está nessa tradução: em vez de vender IA por discurso técnico, o Canva usa um personagem conhecido pelo excesso de ideias, improviso e ambição empreendedora para mostrar como a plataforma reduz a distância entre imaginar e executar.
IA deixa de parecer distante.
O Canva IA 2.0 foi apresentado globalmente em abril como uma das maiores evoluções de produto da empresa desde sua fundação em 2013. Segundo a própria plataforma, a nova versão transforma o Canva em uma experiência mais conversacional e orientada por comandos, capaz de gerar designs, documentos, sites e campanhas com elementos editáveis a partir de uma solicitação inicial.
Entre os recursos anunciados estão design conversacional, edição agentiva, inteligência por camadas, memória persistente, conectores com ferramentas como Slack, Gmail, Google Drive e Zoom, além de novos fluxos para agendamento, pesquisa na web, inteligência de marca, Sheets AI e Canva Code 2.0.
No Brasil, a campanha faz uma escolha inteligente: em vez de começar pela complexidade da ferramenta, começa por uma situação reconhecível para pequenos negócios.
Cultura pop como infraestrutura de marca.
O retorno de Agostinho também dá continuidade a uma linha criativa que o Canva já vinha construindo no Brasil. Antes dele, a marca trabalhou com campanhas como “Faz Bonito”, estrelada por Xuxa Meneghel e Gracyanne Barbosa, usando humor, nostalgia e referências nacionais para aproximar seus recursos de empreendedores e criadores.
Na campanha com Gracyanne, por exemplo, a fictícia GracyOvos foi usada para destacar ferramentas de criação e edição de marca, com influenciadores recebendo vídeos e produtos da “marca” antes da revelação. O padrão é claro: o Canva escolhe figuras com associações culturais fortes e cria universos fictícios plausíveis o bastante para gerar conversa, mídia espontânea e participação nas redes.
O brinde como mídia e participação.
Além do filme, a campanha se desdobra em uma ativação social que distribui camisas inspiradas no visual de Agostinho. A mecânica convida usuários a criarem vídeos curtos com filtros de inteligência artificial no Canva e publicarem no Instagram ou TikTok marcando o perfil da marca. Segundo publicações sobre a ação, os primeiros 1.000 participantes aprovados recebem a camisa no estilo do personagem, enquanto outros 1.000 ganham vouchers do Canva Pro.
A escolha do brinde é relevante porque a camisa não funciona apenas como prêmio. Ela transforma a estética da campanha em objeto compartilhável, leva a narrativa para fora do filme e cria uma ponte entre publicidade, creator economy e conteúdo gerado pelo público.
Produto como narrativa.
O case mostra uma movimentação importante no marketing de tecnologia: produtos complexos não precisam ser comunicados de forma complexa. Ao trazer Agostinho Carrara para o lançamento do Canva IA 2.0, a marca transforma uma inovação técnica em narrativa popular, local e facilmente compartilhável.
A campanha não vende apenas uma ferramenta de inteligência artificial. Ela vende autonomia criativa para quem precisa criar marca, conteúdo, apresentação, site e material de venda sem depender de uma estrutura profissional completa.
Quando o produto aparece dentro de uma história que o público já entende, a comunicação deixa de explicar uma funcionalidade e passa a construir identificação e uso real.








