KFC e Cheetos se unem em collab e apostam em luvas para comer.
Transformando um incômodo comum em solução visual e viral, as marcas mostram como unir produto e cultura, gerando conversa e presença digital.
Problema cotidiano virou ponto de partida.
A frustração universal, dedos e mãos cobertos por pó de salgadinho ou por molhos após comer snacks ou frango frito, virou insight criativo para KFC France e Cheetos.
As marcas lançaram o combo Extra Cheddar com sanduíches, batatas e sobremesas, mas foi um acessório inusitado que roubou a cena: luvas laranja projetadas para que você possa comer sem sujar as mãos. A ação se apoia em algo que muitas pessoas já vivenciaram: a necessidade de manter mãos limpas enquanto satisfaz um desejo por sabor intenso.
Resolver esse “problema” de forma visível e divertida é o que torna essa collab mais do que um simples lançamento, se tornou um ponto de conexão com o comportamento do público.
Linguagem das marcas.
KFC e Cheetos compartilham um posicionamento não convencional no mercado de consumo. KFC, tradicionalmente conhecido por seu frango frito, já explorou narrativas bem‑humoradas em campanhas passadas, como campanhas sazonais que brincam com personagens ou tiram proveito da identidade visual marcante do bucket.
Cheetos, por sua vez, se fortaleceu no universo digital ao abraçar o absurdo e a irreverência, com campanhas que transformam seu mascote Chester e a própria poeira de cheddar em referência cultural. A estética das luvas, laranja vibrante, com bordados e padrões que remetem ao universo do snack, não é apenas decorativa; ela espelha a linguagem pop e bem‑humorada das duas marcas, que dialogam com um público jovem e conectado.
Estratégia: escassez + engajamento orgânico.
A distribuição limitada de 400 unidades das luvas seguiu uma lógica de “drop culture”, comum no mundo de sneakers, streetwear e produtos colecionáveis, uma escassez intencional que cria desejo.
Em vez de oferecer o acessório amplamente, KFC e Cheetos lançaram um concurso nas redes sociais para que os consumidores tivessem chance de garantir uma unidade. A estratégia priorizou engajamento digital, curtidas, comentários e compartilhamentos, colocando a audiência como parte ativa da campanha.
Influenciadores foram acionados para mostrar as luvas em situações do cotidiano, reforçando a proposta de que o item resolve um incômodo real e, ao mesmo tempo, é divertido de usar. Vídeos de pessoas comendo enquanto digitam no teclado, dirigem ou jogam videogame ampliaram o alcance e a identificação da proposta.
Produto feito para conteúdo.
Mais do que um acessório funcional, as luvas de cheddar exemplificam como marcas tradicionais de fast‑food estão repensando sua presença cultural e digital.
Em vez de simplesmente comunicar produtos por meio de anúncios, KFC e Cheetos transformaram um item em conteúdo compartilhável, material que as pessoas querem mostrar, comentar e reproduzir.
A campanha não depende de mídia tradicional massiva, mas de relevância cultural e viralização orgânica, os elementos essenciais em um cenário de atenção fragmentada.
Essa ação reforça a tendência que marcas adotam códigos da cultura jovem, como exclusividade e humor em um drop limitado, conseguem não apenas chamar atenção, mas entrar na conversa cotidiana do seu público.






