Lu do Magalu muda o cabelo e reposiciona o papel dos mascotes no marketing.
A parceria com Koleston transforma uma mudança estética em narrativa de marca e reforça como personagens digitais evoluíram de suporte funcional para ativos estratégicos de mídia e negócio.
Avatar funcional e um dos maiores ativos de marca do Brasil.
A Lu do Magalu foi criada no início dos anos 2000 como uma interface de atendimento digital da Magazine Luiza. Com o avanço do e-commerce e das redes sociais, a personagem passou por uma evolução consistente até se tornar protagonista da comunicação da empresa.
Hoje, ela acumula dezenas de milhões de seguidores nas redes, sendo uma das maiores influenciadoras virtuais do Brasil, com presença recorrente em campanhas institucionais, comerciais e até ações de conteúdo.
Essa construção de longo prazo não é comum no mercado brasileiro e coloca a Lu em uma posição estratégica: ela não é apenas uma representação da marca, ela é um canal próprio de distribuição de mensagem.
Mudança de cabelo como narrativa de campanha.
A parceria com a Koleston parte de uma ação simples na superfície, mas com uma execução pensada em camadas. Após mais de 20 anos sendo reconhecida pelo cabelo escuro, a Lu aparece loira em uma collab com a marca de coloração.
Dias depois, retorna ao visual original, também dentro da narrativa da Koleston. Esse movimento cria um arco completo de campanha, algo incomum para ações desse tipo, é uma sequência que gera expectativa, reação e continuidade.
Além disso, a mudança impacta diretamente um dos principais elementos de reconhecimento da personagem, o que aumenta o potencial de repercussão.
Personagem vira mídia e plataforma de collab.
O ponto central da ação está na mudança de função da personagem. Em vez de apenas participar de campanhas, a Lu passa a ser o próprio espaço onde a campanha acontece.
Isso reduz dependência de mídia tradicional e amplia controle narrativo. Diferente de influenciadores humanos, a marca controla 100% da consistência, da frequência e da forma como a história é contada. Esse modelo também permite integrar produto de maneira mais orgânica. A Koleston não aparece como anunciante externo, mas como agente dentro da transformação da personagem.
Esse tipo de integração tende a gerar maior retenção e engajamento, porque o público acompanha a mudança como história, não como inserção publicitária.
Avanço dos personagens digitais.
O movimento da Lu se conecta a uma tendência global. Personagens digitais como Lil Miquela acumulam milhões de seguidores e parcerias com marcas como Prada e Calvin Klein, mostrando que o formato já opera em escala internacional.
A diferença no caso brasileiro é o nível de integração com o negócio. Enquanto muitos avatares ainda funcionam como influenciadores independentes, a Lu está diretamente conectada a uma operação de varejo que movimenta bilhões.
Isso transforma a personagem em um ativo híbrido: mídia, branding e performance ao mesmo tempo. A ação com Koleston reforça esse cenário, onde personagens deixam de ser suporte criativo e passam a ser parte central da estratégia de crescimento das marcas.






