Moda & Cinema: o encontro que está redesenhando o significado de marca.
Como marcas estão criando filmes como narrativas de moda e filmes estão entrando no mundo fashion para gerar valor cultural e desejo no público.
Moda virou cinema e cinema virou moda.
Hoje em dia não dá pra separar mais moda e cinema da maneira tradicional. Marcas como Chanel, Prada, YSL, Miu Miu e Gentle Monster lançaram filmes curtos e cinematográficos que funcionam como campanhas de moda completas, investindo em talento tanto na frente quanto atrás das câmeras.
Esses filmes não apresentam apenas produtos, mas constroem universos, histórias e sensações que o público quer experimentar e fazer parte. Do outro lado, estúdios de cinema estão entrando na moda de forma inédita.
Um exemplo recente é o filme Marty Supreme, apoiado pelo estúdio A24, que virou um fenômeno de moda antes mesmo de estrear. A24 não só lançou o filme, mas criou coleções e peças que se tornaram itens desejados, com a estética do longa circulando em jaquetas, camisetas e acessórios que os fãs querem vestir.
Esse movimento mostra uma quebra de barreiras, marcas pensam como estúdios de cinema e filmes entram no território fashion como protagonistas culturais.
Marty Supreme e a moda como narrativa.
O que A24 fez com Marty Supreme é um bom exemplo do momento em que moda e cinema se misturam. Em vez de apenas fazer anúncios tradicionais, o estúdio tratou o filme como um universo inteiro que pudesse ser vivenciado fora da tela.
O filme ganhou peças de moda com drops limitados, jaquetas que viralizaram, colaborações com a marca Golf Wang e até peças assinadas por Tyler, the Creator, que conectam design retrô e referências do filme em roupas que parecem ter vida própria.
O resultado é que esses produtos não são vistos apenas como itens promocionais, mas como peças de moda com significado cultural. Eles circulam entre fãs, influenciam tendências e transformam o filme em algo que o público incorpora no seu estilo e identidade.
Cultura pop como reservatório de valor.
O fenômeno não está limitado a cinema de arte ou filmes indie. Colaborações entre moda e cultura pop já existem há décadas, mas agora ganharam outra dimensão.
Séries e filmes populares geraram linhas de roupas e acessórios com personagens de produções como Round 6, Sonic the Hedgehog, Marvel e Space Jam. Essas collabs envolvem marcas esportivas como PUMA, Reebok, ASICS, Nike e Adidas criando produtos que misturam moda, cultura pop e identidade visual das histórias com as quais os fãs crescem e se conectam.
Isso mostra como o público responde bem quando moda e cinema se encontram de maneira orgânica, não é apenas uma camiseta, é uma forma de expressar afeto e ligação cultural com aquilo que consumimos como entretenimento.
Marcas começam a contar histórias.
O que está acontecendo agora é mais que merchandising. As marcas e os filmes estão criando mundos, e cada peça de roupa ou filme recém-lançado se torna um ponto de contato para reforçar esse universo. Em vez de simplesmente vender um produto, eles oferecem uma história, um senso de pertencimento e uma forma de expressão para o público.
Essa estratégia funciona porque hoje os consumidores valorizam experiências e narrativas, não só produtos. Quando um filme vira referência de moda ou uma marca faz um filme como campanha, o valor percebido vai além do objeto físico e entra no terreno da cultura e identidade, algo que as pessoas possam carregar e conversar sobre todos os dias.






