PR Stunt: estratégia para quando o marketing precisa parar tudo.
Usada por marcas para capturar atenção em larga escala, o método é pensado para virar assunto, ocupar espaço cultural e gerar impacto além da mídia paga.
Ferramenta de marca.
PR Stunt é uma ação de comunicação planejada para capturar atenção de forma intensa e rápida, criando uma história que a mídia e o público não conseguem ignorar. Não é publicidade tradicional, que paga para aparecer. PR Stunt é quando a marca vira notícia, pauta e assunto cultural espontaneamente, mas estrategicamente.
Nesse tipo de ação, o foco está em gerar surpresa e curiosidade na conversa, antes mesmo de falar sobre produto ou benefício. Ao provocar reação no público, a marca quer criar um efeito que mídia paga não entrega: relevância em tempo real e presença no debate coletivo.
Isso altera percepção e posiciona a marca no lugar onde os consumidores estão realmente discutindo cultura, comportamento e consumo. Um PR Stunt bem construído cria buzz ampliando o alcance e, frequentemente, deslocando a narrativa da marca para além da própria categoria de produto.
Uso no mainstream.
Alguns casos se tornaram referência por transcender o recrutamento de mídia paga e ocupar cultura pop com força própria. O salto estratosférico da Red Bull, quando Felix Baumgartner saltou da borda do espaço, é talvez o exemplo mais emblemático. Um feito que virou mídia global em tempo real, posicionando a marca como sinônimo de ousadia, e que quebrou todas as métricas de cobertura espontânea.
O McDonald’s, ao inverter o próprio logo em várias unidades para formar um “W” no Dia Internacional da Mulher, transformou um simples gesto visual em pauta internacional. A Heinz seguiu caminho semelhante ao lançar o barril de ketchup KegChup, um item cômico e exagerado que começou como provocação nas redes e se tornou realidade, visualmente irresistível durante o Super Bowl.
A Balenciaga trocou seu desfile físico por um episódio dos Simpsons, onde os personagens desfilavam sua coleção, uma fusão de moda e cultura pop que virou viral instantâneo. A Jacquemus, por sua vez, colocou bolsas em escala gigante desfilando sozinhas por Paris, transformando produto em performance visual.
No Brasil, quando Toguro foi nomeado Head de Comunicação da Cimed após a repercussão do Carmed “sabor energético”, a marca não só surfou na onda de um meme, mas converteu engajamento digital em função institucional, um stunt que ultrapassou produto e virou movimento de marca. Outro exemplo recente é o “cargo” de Anitta no Mercado Pago em ações que integraram realidade e estratégia de influenciadora para criar narrativa de conversa contínua nas redes.
Mais emocional, a Coca-Cola instalou uma máquina com a frase “Hug Me”, que distribuía refrigerantes grátis em troca de um abraço. A imagem do gesto simples, uma pessoa abraçando a máquina, viralizou globalmente.
Por que marcas apostam no stunt.
As marcas recorrem a PR Stunts em contextos específicos: para lançar um produto, reposicionar imagem, sinalizar mudança de narrativa ou, simplesmente, criar calor em torno de um nome ou categoria.
O que diferencia um stunt eficaz de um mero barulho é a leitura de contexto cultural e a capacidade de gerar conectividade emocional, ou pelo menos cognitiva, com o público. Em tempos de saturação de mídia paga, a atenção se tornou o ativo mais escasso.
Consumidores ignoram banners, bloqueiam anúncios e evitam comerciais. Já uma ação que se transforma em notícia e é compartilhada pela própria audiência tem um impacto diferente: ela entra na conversa das pessoas, vira pauta em canais orgânicos e cria associação direta entre marca e momento cultural específico.
Percepção do público.
PR Stunts bem-sucedidos conseguem mover uma marca do plano funcional para o simbólico. Quando uma marca faz algo inesperado, o público não apenas vê, ele engaja, comenta, compartilha, e associa aquele gesto ao seu repertório de conversas.
É por isso que um stunt pode alterar percepção: ele cria uma história e molda reputação. A atenção espontânea gera proximidade, criando relevância.
Em outras palavras, não se trata apenas de aparecer, mas de aparecer onde e como as pessoas estão falando. Quando a reação do público não é apenas visualização, mas participação, com memes, comentários, vídeos e reposts, a marca deixa de ser observada e passa a ser vivida.






