Pringles redefine sua linguagem para se conectar com a geração Z.
Entre estética retrô, collab com a BAW e escolhas culturais estratégicas, a marca ajusta tom, imagem e presença para dialogar com um público mais jovem.
Mudança de tom como prioridade.
A Pringles vem reposicionando sua comunicação no Brasil com foco claro na geração Z. O movimento não está centrado apenas em campanha pontual, mas em uma transformação de linguagem.
A marca, tradicionalmente associada a humor leve e comunicação massiva, passa a adotar estética mais marcada, códigos visuais mais fortes e ritmo alinhado à cultura digital.
O objetivo é disputar atenção em um ambiente onde design, personalidade e autenticidade têm peso equivalente ao produto.
O retrô como código cultural.
A nova fase aposta em estética inspirada nos anos 90 e 2000, período que voltou ao repertório visual da geração Z. Elementos como tipografia exagerada, cores saturadas, styling nostálgico e trilhas com pegada vintage aparecem como ferramentas de conexão.
Não se trata de nostalgia pura, mas de apropriação estética. A marca utiliza esse repertório para criar identificação imediata em redes sociais, onde o visual tem impacto direto na retenção de atenção.
Collab com a BAW como expansão de território.
A parceria com a BAW Clothing reforça essa estratégia. Ao se associar a uma marca brasileira de streetwear reconhecida por dialogar com cultura jovem, Pringles amplia presença para além da gôndola.
A collab conecta snack e moda, dois universos que compartilham linguagem visual forte e consumo impulsionado por identidade. Essa aproximação coloca a Pringles dentro de um circuito cultural onde produto é também expressão.
Ícone.
A escolha de Supla funciona como reforço simbólico dentro desse reposicionamento. Ele representa exagero estético, irreverência e conexão com o retrô que hoje circula nas redes. No entanto, o foco maior está na construção de atmosfera e não na figura isolada.
A campanha usa personagens como ferramentas para sustentar o novo tom, mas a transformação principal está na forma como a marca se apresenta.
Estratégia contínua.
O que se observa é uma tentativa clara de atualização estrutural. A Pringles entende que geração Z responde a marcas que possuem identidade forte e coerência estética. Ao combinar collabs, estética retrô e presença digital mais ativa, a empresa ajusta percepção e amplia relevância.
O produto permanece o mesmo. A forma de falar sobre ele muda para acompanhar a cultura que o consome.







